segunda-feira, 11 de junho de 2012

Seminário: Crendices e assombrações sobre o texto acadêmico-científico e o escrever no contexto da Pós-Graduação.

http://bibliofototeca.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.htmlO seminário "Crendices e assombrações sobre o texto acadêmico-científico e o escrever no contexto da Pós-Graduação", foi conduzido por Ana Maria Netto Machado - doutora em Ciências da Linguagem pela Université Paris X, Nanterre, 1996 e em Educação pela UFRGS, 2004 e atualmente professora/pesquisadora do PPGE da Universidade do Planalto Catarinense.

No inicio da apresentação a doutora Ana Maria, esclarece que o pesquisador é um trabalhador que surgiu a partir da emergência das questões sociais que começaram a incomodar governos desde a revolução francesa, que tendo a necessidade de compreender as demandas e clamor do povo, fez surgir as ciências sociais que é um ramo diferente das ciências humanas, posto que se ocupará de investigar a mobilização da sociedade. Em seguida, pontuou que esta atividade esta sendo precarizada pelo produtivismo que tem sido exigido e sugeriu a leitura do seu artigo "(Des)Fetichização do produtivismo acadêmico: Desafios para o trabalhador-pesquisador".

Também pontuou que o trabalho do pesquisador, diferente do que acontece, deveria ser convergido para escolha de temas a serem pesquisados em discussão com o território que sofrerá o impacto direto das ações que nele serão desenvolvidas e que mesmo seu discurso deve ser analisado, para se avaliar a quais interesses atende o resultado de suas pesquisas (nesse momento outros docentes citaram exemplos de atividades de mineradoras que causam impactos sobre comunidades locais, como escassez de água e que os resultados das pesquisas de impacto ambiental não apontam para esse problema ou não são acatadas).

Ainda sobre o conceito do trabalho do pesquisador, lembrou que no Brasil, ele está fortemente vinculado ao trabalho do professor, inclusive com recomendação da LDB de uma formação do professor-pesquisador, o que a seminarista considera que deve ser repensado devido às demandas do trabalho docente que tornam inviável a realização da pesquisa. E que os GTs (Grupos de Trabalho) mesmo quando possuem o mesmo objeto de pesquisa não discutem entre si porque as áreas de conhecimento são segmentadas e disciplinares. E, tomando uma metáfora, compara a AMPED (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação) a uma ilha isolada e que é preciso utilizar um barco para transpor o mar e chegar até ela.

Em seguida, voltando-se mais para o tema do seminário, considera que um dos pontos mais polêmicos em suas apresentações é a sua concepção de que não há uma implicação direta entre ler e escrever. Pois acredita que o ato de ler não é por si só garantia de que será desenvolvida uma boa escrita, mencionando que há grandes professores, com vasta leitura, mas que não produzem uma boa escrita. E considera esta uma das crendices mais difíceis de se quebrar, mas que apesar de considerar um mito entende que este serve para fomentar a leitura. No entanto, considera que se deveria também estimular a escrita diariamente e que o professor deve demonstrar genuíno interesse na escrita do aluno, indo além da correção gramatical e da formatação.

Quanto ao método científico entende que ele se converteu no estudo da forma, um estudo pragmático, inclusive com lançamento de diversas publicações que tratam exclusivamente das normas dos trabalhos científicos. E exemplificando lembra que ainda assim é possível encontrar resumo da CAPES com erros gramaticais e cita o exemplo do modelo uniforme de sumário que não diz nada, não expõem o conteúdo que será encontrado no trabalho, apenas lista os elementos que o compõe.

Fez uma critica direcionada os orientadores, que dizem que seus alunos escrevem como se estivessem escrevendo cartas aos amigos, lembrando que o texto científico iniciou-se a partir da troca de correspondência entre intelectuais como Sigmund Freud e Albert Einstein.

A professora Ana Maria finalizando sua apresentação chamou à atenção de que verdades científicas podem ser silenciadas por interesses econômicos, que laboratórios se instalam em outros países devido a diferença ou ausência de protocolos de segurança  e que juridicamente encontram meios para burlar a legislação para desenvolvimento de pesquisas que podem ter resultados perigosos para toda humanidade. E que isso só pode ser barrado se as ações dos pesquisadores se basearem na ética e na moral. E se posicionou contra o excessivo produtivismo científico sugerindo uma greve intelectual, com a não entrega dos trabalhos, como forma de protestar contra as exigências da CAPES.

Os pontos que destaquei acima foram todos interessantes e como a professora mesmo disse "não seria possível excluí-los", mas o que mais me chamou atenção no seminário foi sua consideração de que "não há uma implicação direta entre ler e escrever". Inclusive durante a discussão com o público isso foi questionado, como ela havia dito que sempre acontece, demonstrando que de fato, a relação entre ler muito para se escrever bem é encarada como uma determinante ou um fato incontestável. Para mim ficou clara a postulação da professora Ana Maria a partir da minha própria experiência com a leitura e a escrita. Considero que o meu tempo de leitura e a qualidade dela me oportunizaram um bom desempenho na escrita, pois apesar de ter sido alfabetizada pelo método silábico e do pouco acesso à livros na infância, minha leitura sempre foi contextualizada, tive acesso a diversos genêros textuais e fui letrada  porque eu lia o mundo. Tudo para mim era texto, letras de músicas, imagens mesmo abstratas, os rótulos das embalagens de produtos, cartazes comerciais, jornais velhos, revistas  em quadrinho, letreiros de lojas, livros de anatomia humana, dicionários, atlas, enciclopédia infantil e tudo mais que contivesse palavras, até que na adolescência passei a frequentar a biblioteca para as pesquisas das disciplinas curriculares e por iniciativa própria  me aproximei da literatura infanto-juvenil e dos clássicos da literatura brasileira.
Ainda assim, muitos assombros com relação à escrita me perseguem, principalmente a escrita pública, e durante a fala da professora Ana Maria sobre as crendices que perturbam a escrita, lembrei também de como nossas produções são tão privadas, a resenha é a sete chaves, os resumos são confidenciais, os projetos são secretos e nossos professores codificam a avaliação através da nota, que diz muito pouco. Pois, são raras as interações do professor com a escrita do seu aluno, questionando ou sugerindo algo mais. Mas, com a internet e suas funcionalidades que permitem a participação e a construção coletiva estou me habituando a produzir e expor a minha escrita de forma espontânea e percebo meu texto sendo guiado pela colaboração de outras pessoas a apartir de suas sugestões, críticas e questionamentos.

domingo, 3 de junho de 2012

UFBA: Professores em greve.


http://br.bing.com/images/search?q=ufba&view=detail&id=B2A614920202435B47E5C0CF1B98DD3FF2156111&first=0&FORM=IDFRIR Uma greve de professores é talvez o maior de todos os medos de um aluno de uma universidade federal. Seja para quem está ingressando ou para quem está concluindo sua graduação é angustiante interromper o curso e adiar sua formação. No entanto, esta formação a que me refiro limita-se apenas à diplomação, pois os que acompanham os debates entre os docentes, seja nas assembleias ou em rede, não deixa de estar em formação.
- Obras durante o período de aulas que inviabilizam até nossa permanência (cheiro de tinta, poeira, barulho...);
- Salvo engano no dia 21/05, uma chuvosa manhã de segunda-feira, descia uma cachoeira do teto do laboratório de informática e alagou e molhou várias máquinas;
- Funcionários insatisfeitos que prestam um péssimo serviço, principalmente na biblioteca;
- Limpeza passa longe e quem tem rinite como eu sofre com os barulhentos ventiladores empoeirados e etc.

Quem leu ou assistiu a argumentação da professora Graça Druck questionando a validade do plebiscito e se posicionando a favor da legitimidade do comando de greve, decidido em assembléia, por exemplo, deve considerar que é sem dúvida uma aula melhor do que algumas que já teve em sala de aula na mesma Universidade.

No entanto as opiniões se dividem entre os que apoiam o movimento apesar do considerável prejuízo quanto ao tempo de permanência na universidade e aqueles que querem seu diploma a qualquer preço. E na calada dos e-mails tramam junto com professores a realização de aulas presenciais em outros espaços onde as aulas estão sendo mantidas.
A estes que se sentem inclinados a questionar e furar a greve docente das universidades federais, sugiro acompanhar os debates, buscar conhecer o processo de precarização da carreira docente neste nível de ensino e os ajustes impostos aos ingressantes, que refletirão mais tarde na qualidade do ensino superior em todo país. Ah! Mais não estaremos mais na universidade quando essas mudanças acontecerem de fato. Verdade! Não seremos nós a ter aulas com professores insatisfeitos e atolados de artigos para produzir para CAPES. Nós seremos apenas aqueles que por conta das nossas necessidades individuais não fizemos nada para evitar que isso acontecesse.

Assim, o que nos cabe nesse momento além de participar das assembleias abertas e dos debates que decidirão o que é melhor para os rumos da educação superior, é continuar nossos estudos independentes lendo a bibliografia recomendada pelo programa das disciplinas, organizar os trabalhos iniciados e aguardar o fim do movimento torcendo e apoiando para que tenha bons resultados, que seja breve e não anule o semestre. Mas se nos individualizarmos jamais teremos uma verdadeira formação humana e crítica, que deveriam ser antes de qualquer diploma a nossa primeira meta como pessoas privilegiadas por estarem nesse espaço de ensino.

Hoje, 07/06/2012, debatendo no facebook com uma amiga sobre o movimento, lembramos de lutas anteriores em que os alunos se mobilizaram fortemente e hoje vemos uma apatia e um descontentamento maior com a falta de aulas do que deveria haver em comparação com a reação de indignação com as políticas para educação. E nos perguntando a causa dessa mudança de atitude, consideramos que as mudanças que surgem após essas lutas foram pouco ou não muito perceptíveis, mas que somadas a outras vitórias em outras lutas foram tecendo o modelo educacional que temos hoje e que depende de novas demandas para ir se reajustando à atualidade. Talvez essa tímida mudança seja a causa da descrença na mobilização ou será que talvez o mercado tenha conseguido nos engolir antes mesmos de chegar-mos a ele? Neste caso chamarei de visão do mercado e engolir substituo por sedução. Então, a visão do mercado conseguiu nos seduzir de tal forma que a pressa para concluir nossos cursos seja tão grande, que estamos preferindo ganhar um rótulo UFBA sem questionar a qualidade da formação UFBA. Ou ainda, conseguiram nos convencer de que estamos sempre sendo manobrados, como forma de desacreditar a mobilização para eliminá-la?

A alguns meses atrás, um colega espanhol do intercâmbio nos apresentou um vídeo da sua Universidade, Granada, ficamos mudos de constrangimento, mas conseguimos elogiar a estrutura e a produção feita por eles. Em sua resposta ele nos disse que: "Ainda temos muitos problemas para resolver, principalmente no ensino, falta uma aproximação entre professor e aluno [...], mas se chegamos até aqui é por não ter cruzado os braços e deixado de buscar algo mais só por que outros estão em situação pior que a nossa". Se fosse hoje eu lhe diria que há quem ache que está tudo bem na UFBA e se posiciona contra a greve dos professores e acha que os alunos não possuem uma pauta de reivindicação, quando é só entrar na FACED para listar uma das bem grandes.
Vídeo Universidade de Granada (clique aqui). Apesar do estilo high school musical, vale à pena ver o vídeo, quem sabe você não sente vontade de lutar para ter faculdades públicas com essa estrutura no Brasil.


Este post estará em construção durante a greve.

sábado, 26 de maio de 2012

Rádio e educação.

Apresentação

vitorfelipe.blogspot.comRádio e educação foi o tema do seminário que coube a mim,  Jailma e Pérola pesquisar para discutir com a turma na apresentação do dia 24 de setembro de 2012. Ao longo da preparação já discutimos com a turma da disciplina de EDC 287 - Educação e Tecnologias Contemporâneas 2012.1 no fórum do ambiente do moodle da UFBA e nas nossas postagens em blog.

Discutimos inicialmente a importância das rádios analógicas que veiculam programação voltada para educação pois na nossa sociedade o rádio é um aparelho bastante acessível a todos os grupos sociais. Mas, no caso de uma rádio escola é possível criar uma estrutura de transmissão local, pois uma transmissão de longo alcance demanda mais recursos, (veja mais).
Já com a junção dessa modalidade de comunicação à web é possível alcançar não só a localidade e sim o mundo inteiro, promover a interação de toda escola com a comunidade usufruindo das possibilidades que a web 2.0 oferece (chat, caixa de comentário, links, blogs e etc.) e superar a educação transmissiva alcançando uma construção coletiva do conhecimento, (web rádio).
A rádio FACED, por exemplo é uma Web Rádio, ou Rádio via Internet ou ainda uma Rádio Online. Nesse tipo de rádio o áudio é transmitido a partir do uso do serviço de streaming de áudio que gera áudio em tempo real, mas a transmissão pode ser tanto ao vivo como por programação gravada. E possui inúmeras vantagens em relação às rádios analógicas, como: alcance mundial, baixo custo e por conta do seu poder de interatividade não se limita apenas à transmissão de áudio permitindo o uso de chats (salas de bate-papo), links, quadros de mensagens e pode conter imagens, desenhos e textos.

História do Rádio e a Educação no Brasil



O rádio no Brasil já após a primeira transmissão em 07/09/1922, foi percebido como uma nova tecnologia para educação do povo por Roquette Pinto (1884/1954), que fundou a primeira rádio do país, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro - atual Rádio MEC, fundada em 1923 por ele e Henrique Morize. A programação da rádio inicialmente era voltada para a elite do país e incluía ópera, recitais de poesia, concertos e palestras culturais, tinha uma finalidade cultural e educativa e era mantida por doações de ouvintes porque os anúncios pagos eram proibidos.
Após o Decreto nº 21.111, de 1º de março de 1932 os anúncios pagos passaram a ser permitidos, o que fez com que o rádio perdesse sua característica educacional e passasse a possuir uma função mais comercial, no entanto com a competição foi gerado desenvolvimento técnico, popularidade e status às emissoras.
Em maio de 1932, a cidade de São Paulo exigia a deposição do então Presidente Getúlio Vargas, e logo foi cercada pelas forças federais, isolada, utilizou as emissoras de rádio para divulgar os acontecimentos a outras partes do país e o rádio saiu do conflito revigorado por sua destacada atuação. Alguns profissionais do setor se tornaram conhecidos em âmbito nacional e o rádio demonstrou sua capacidade de mobilização política. E por ter demonstrado ser um veículo de publicidade economicamente rentável o governo começou a distribuir concessões de canais a indivíduos e empresas privadas com a garantia de uma hora diária da programação em todo o território nacional para a transmissão do programa oficial do governo. Assim, surge a propaganda política, os programas de auditório. Mas além de inserir inovações técnicas o rádio também modificou hábitos, transformando-se na maior atração cultural do país.

Radiodifusão

É a transmissão de ondas de radiofrequência que por sua vez são moduladas, estas se propagam eletromagneticamente através do espaço [...].
Muitos costumam fazer confusão tomando radiodifusão pela transmissão de sinais somente de áudio, o que não é correto. A radiodifusão é a "propagação de sinais de rádio, televisão, telex etc., por ondas radioelétricas", ou seja, tanto aparelhos de TV e como de rádio usam radiodifusão para receber sinais e transformá-los em vídeo (no caso da TV) e áudio, vide as entradas RF (radiofrequência) dos aparelhos de TV. A diferença está em como a informação é codificada.
           
            Para GOMEZ in Tosta e Pretto ( 2010, p. 07).
Na América Latina, o rádio tem sido um meio de comunicação de massa especialmente apreciado e usado por grupos e organizações sociais para fins culturais e educativos. [...] em muitos países o rádio de fato penetrou nas sociedades como um meio de comunicação a serviço destas.
No entanto, não apenas no Brasil, como também no México, na Bolívia e na Colômbia – para citar somente três casos –, as emissoras radiofônicas educativas têm sido pioneiras na Educação a distância e na criação de modelos sociopedagógicos efetivos, muitos dos quais transcenderam o continente e inspiraram outras rádios em outras latitudes.



Características e Vantagens do Rádio
  • Acessível à população devido ao baixo custo do aparelho;
  • Baixo consumo de energia elétrica;
  • Longo alcance podendo ser utilizado nas zonas urbanas e rurais;
  • Pode ser portátil;
  • Atende à educação formal e não formal;
  • Capacidade de criar uma sensação de intimidade entre o ouvinte e o locutor;
  • Potencial de mobilização e divulgação;
  • Possibilita o desenvolvimento de estratégias criativas a partir da realidade local;
  • Possibilidade de produção, autoria.



Projetos no Brasil para educação à distância



Instituto de Radiodifusão da Bahia.
Fundação Padre Landell de Moura.
Fundação Padre Anchieta.
Rádio Cultura FM.
Centro Paulista de Rádio e Televisão Educativa/Fundação Padre Anchieta.
Projeto Minerva.

Marginalização da Radiodifusão

No artigo publicado no Ministério da Cultura, "O mito da interferência no espectro de rádio", David Weinberger critica o argumento que marginaliza a radiodifusão comunitária.
"É uma troca assimétrica que domina nossa cultura, economia e política – só o rico e famoso pode divulgar suas mensagens – e tudo baseado no fato que as ondas de rádio no seu indomado habitat interferem umas com as outras".

Rádio Pirata

Surge em 1960 para designar as transmissões de conteúdo não autorizado por navios que se encontravam fora da costa britânica. Para inibir a veiculação desse conteúdo a marinha inglesa aumentou as milhas marítimas pra possibilitar a aplicação de sanções a quem desobedecesse a lei. Com a apreensão da rádio a juventude inglesa fez surgir centenas de emissoras no território inglês. (veja mais)
No Brasil uma rádio pirata ou rádio clandestina é uma estação de radiodifusão em situação ilegal por não ter autorização de funcionamento expedida pelas autoridades governamentais competentes (Ministério das Comunicações e Anatel). As rádios-piratas são radiodifusoras cujo sinal tem alcance acima de 1000 metros e são exploradas comercialmente, além de não possuírem autorização para atingir potenciais ouvintes.

Rádio Livre

É um termo surgido na década de 1960, que significa um tipo de emissora de rádio que não encontra-se vinculado a partidos políticos, entidades religiosas, órgãos estatais ou grupos de interesses comerciais.
Nesse modelo de radiodifusão a preocupação é a expressão do conteúdo, com direito a participar do conteúdo, da identidade, da produção cultural, e no combate ao monopólio sobre o conjunto interligado desses bens.



Rádio Comunitária

Rádio Comunitária é uma emissora sonora em FM, sem fins lucrativos, com potência limitada a 25W e que é regida pela lei 9.621 de 1998. 
No entanto, contando com a facilidade de criação de uma rádio, já que são suficientes um transmissor, um aparelho de CD, uma mesa e um microfone diversas rádios comunitárias funcionam ilegalmente no Brasil, sem concessão da ANATEL. Mas, a manutenção destas rádios é fundamental num processo de democratização da informação e do país. Elas são fomentadas por movimentos de mídia independente, de criação dos próprios meios de comunicação e independência de mídias ligadas a grandes empresas.



Rádio web

Web rádio (também conhecido como Rádio via Internet ou Rádio Online) é o serviço de transmissão de áudio via Internet com a tecnologia streaming gerando áudio em tempo real, havendo possibilidade de emitir programação ao vivo ou gravada. Muitas estações tradicionais de rádio transmitem a mesma programação pelo meio convencional (transmissão analógica por ondas de rádio, limitado ao alcance do sinal) e também pela Internet, conseguindo desta forma a possibilidade de alcance global na audiência. Outras estações transmitem somente via Internet.
Para realizar a transmissão de áudio através da Internet é necessário enviar o áudio para um servidor que irá realizar a codificação apropriada (encoder) e a transmissão (broadcast) aos usuários.

Vantagens rádio Web

Alcance global;
Permite vincular outras mídias como textos e imagens;
Menor custo;
Interatividade;
Participação;
Produção de conteúdo, autoria;
Não depende de autorização legal;
Funcionamento ininterrupto.



Algumas Rádios Web - Educação




Conclusão



Como foi discutido durante o debate, apesar  do rádio ser um pioneiro na Educação à Distância não está ultrapassado e tem sido utilizado como forma de promover a interação entre professores e alunos e uma educação construtivista pois a realidade do aluno é conteúdo para seu aprendizado, além de promover o desenvolvimento da comunicação oral e escrita devido à necessidade de realizar pesquisas sobre os temas e criar roteiros da programação como entrevistas, narrações e desenvolver os temas que foram propostos. 
Desse modo, as escolas que desenvolverem em seus Projetos Políticos Pedagógicos estratégias que busquem interação com a comunidade escolar e usem o rádio como veículo de comunicação farão com que a escola possua um significado para essa comunidade e estarão preenchendo esse espaço entre a sociedade e a escola ao divulgar as suas atividades, as reuniões com pais e alunos, campanhas de vacinação, conteúdos informativos de saúde, lazer, entretenimento, serviços e conteúdo cultural desenvolvido na escola e na comunidade.



Agradecimentos

A todas as colegas que participaram do fórum de discussão do moodle e do debate e a todos que disponibilizaram seu conhecimento na Web e nos ajudaram a construir o seminário.


Referências.

BONILLA, Maria Helena Silveira . Linguagens, tecnologias e racionalidades utilizadas na escola: interfaces possíveis. In: 27ª Reunião Anual da Anped, 2004, Caxambu. Sociedade, Democracia e Educação: qual universidade?, 2004.

David Weinberger. O mito da interferência no espectro de rádio. Disponível em: http://www.cultura.gov.br/site/2003/03/30/o-mito-da-interferencia-no-espectro-de-radio-por-david-weinberger/. Acesso: 23/09/2012.

Gabriela E. Possolli Vesce. Radio escolar. Disponível em: http://www.infoescola.com/comunicacao/radio-escolar/. Acesso: 24/05/2012.

GOMEZ, Guillermo Orozco. De ouvintes a falantes da rádio, o desafio educativo com os novos radiouvintes. In: TOSTA, Sandra de Fátima e PRETTO, Nelson de Luca. Do MEB a WEB. Autêntica, Belo Horizonte, 2010.

História do Rádio em partes. Disponível em: http://www.locutor.info/Biblioteca.htm. Acesso: 22/09/2012.

Radiodifusão. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiodifus%C3%A3o#Educa.C3.A7.C3.A3o_a_dist.C3.A2ncia. Acesso: 23/09/2012.

Radiodifusão Clandestina. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiodifus%C3%A3o_clandestina. Acesso: 23/09/2012.

Rádios Comunitárias e livres. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Radiodifus%C3%A3o_clandestina. Acesso: 23/09/2012.

Rádios Comunitárias ou Piratas ?? Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=qxLVqpIPbLo. Acesso: 23/09/2012.  Acesso: 23/09/2012.

Rádio Escola – Programa da 4ª Série E. Disponível em: http://www.escolabonilha.com/2008/radio-escola_4e/. Acesso: 23/09/2012.

Rádio Escolar. Disponível em: http://www.infoescola.com/comunicacao/radio-escolar/. Acesso: 20/05/2012.

Rádio Pirata. Disponível em: http://www.aranasfm.com/artigos/radio-pirata.html. Acesso: 22/09/2012.

Web rádio na escola. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=_yVVhArVo_4. Acesso em: 22/09/2012.





domingo, 20 de maio de 2012

Oficina de imagem: trabalhando com software livre.

http://www.imotion.com.br/imagens/details.php?image_id=16021
Para mim que tenho olhos castanhos escuro, nunca foi um problema sair em fotos com olhos vermelhos, mas muita gente que possui olhos claros, ainda hoje, mesmo com a possibilidade de manipulação da imagem e tantos editores com licença livre, gratuitos e online, desconhecem esses aplicativos ou não acreditam que eles podem resolver esses pequenos problemas ou outros mais complexos, como remover um fundo da imagem, substituí-lo por outro ou corrigir imperfeições como acne. Isso graças à difusão apenas dos software proprietário e à noção de que seus recursos são mais práticos e os resultados são melhores. Esses equívocos que levam à popularização desses softwares é um exemplo de como o rossio rival, que não permite o acesso ao conhecimento de edição de imagens, pode nos tornar meros consumidores de aplicativos, caros, ou de serviço de edição de imagem, que nem sempre atende às nossa expectativas.
No entanto, mesmo com olhos castanhos, desde que tive acesso à digitalização sempre fiz alguns ajustes nas minhas imagens, como pequenas correções como redução de brilho, recorte e redimensionamento, e por causa do auto custo dos editores comerciais eu utilizava os editores online ou o Microsoft Picture Manager, que são muito limitados. Quando conheci o GNU Gimp passei a utilizar alguns de seus recursos e colocava frame (moldura), substituía o fundo da imagem e adaptando tutoriais para o Photoshop fiz algumas edições mais complexas como nestas duas fotos. Mas, com a oficina de imagem com os aplicativos Inkscape e o GNU Gimp (que eu já possuía algum conhecimento), percebi que conhecendo o software, e testando seus recursos para saber utilizar suas funcionalidades é perfeitamente possível chegar ao efeito desejado.
Durante a oficina de edição de imagens com software livre, foi sugerida a alteração de uma imagem relacionada ao verbete pesquisado. Como pesquisei a Web 2.0, eu precisava fazer algo criativo, divertido, que utilizasse várias ferramentas possíveis pelos aplicativos e fosse também ilustrativa do conceito. Nessa primeira edição não fiquei muito satisfeita como a ilustração do conceito, mas aprendi a utilizar diversos recursos. Numa segunda edição, um voo livre, acredito que a ideia do mergulho numa tela do computador, apesar de não chegar muito perto da originalidade, ilustrou melhor o conceito interativo que é oportunizado a partir da web 2.0. A técnica até seria razoável se não fosse o tempo que levei para identificar e ganhar mais habilidade com algumas ferramentas, mas com isso aprendi mais utilizando várias delas (camadas, recortes, perspectiva, efeito de texto e outros que relacionei no passo a passo), repetidas vezes, até chegar no efeito desejado. E quanto à diversão, ao menos para mim foi muito divertido trabalhar com as imagens e me sentir de fato autora, muito diferente de ir no buscador e digitar “mulher mergulhando numa tela de notebook”.

Passo a passo

1-Selecionar a ideia. É preciso saber o que se quer criar, e decidi que abordaria um dos conceitos mais fortes difundidos pelo tema, a interatividade. A minha ideia é de que ao visualizar a  ação de imersão da pessoa na tela ficasse clara minha intencionalidade de ilustrar que o sujeito interage com a rede web 2.0 e está presente no conteúdo, que ele faz parte da construção que é permitida por essa plataforma;
  
http://www.polishop.com.br/30193_NOTEBOOK-INFINITY-DUAL-CORE-320GB-IS1412-TOSHIBA/p
2-Seleção e carregamento das imagens no aplicativo GNU Gimp. Como disse antes, já conhecia esse aplicativo, portanto foi fácil utilizar seus recursos;

4-Organizei as imagens em camadas, primeiro trabalhei a imagem do notebook para cobrir o logotipo e a marca utilizando as ferramentas seleção e pintor com todas as cores em 0, que me deu um preto total, em seguida inverti a posição com a camada da imagem do mar;

http://neilastorti.wordpress.com/2012/01/05/quando-voce-quer-recomecar/mar-2240/5- Note que o formato dessa imagem não corresponde ao formato da tela do notebook. Foi preciso utilizar as ferramentas de perspectiva, escala e rodar, várias vezes e utilizando ctrl+z para voltar a ação até obter o melhor ajuste;
http://esporte.hsw.uol.com.br/pan-saltos-ornamentais3.htm6 - No trabalho desta imagem foi preciso utilizar a ferramenta adicionar canal de transparência localizado na guia camada e usar o zoom em 400x para perceber bem o contorno da figura humana e não apagar pixels que comprometessem a forma. Utilizei as ferramentas de seleção por cor e apagar, fui repetindo esse passo até apagar tudo em volta da forma humana. Também foi preciso rotacionar a imagem num ângulo de aproximadamente 55º para que desse a impressão de imersão na tela;

7-Terminada esta fase de sobreposição das camadas de imagem exportei o arquivo em formato JPG e reabri com o editor de imagens Inkscape para utilizar o recurso de edição de texto. Utilizei a ferramenta texto para inserir o texto desejado e com ele selecionado cliquei na cor desejada com o mouse direito e selecionei a cor white para preenchimento e na cor gray 40% para o contorno. Clicando em Shift+Ctrl+F abri a caixa de edição de cor e apliquei no preenchimento o valor 31 na alfa transparência da cor RGB, dando o efeito de visualização das cores abaixo da camada de texto;

8- Em seguida utilizei a ferramenta ajustador, que como o próprio nome sugere, me ajudou a ajustar a disposição do texto dando a impressão de que as palavras se afastavam por causa do movimento de imersão. Assim, finalizei o trabalho e salvei o arquivo em JPG e estou postando aqui.

Utilizei mais o GNU Gimp, porque ainda não conheço bem o Inkscape, mas aos poucos vou encontrando novas funcionalidades. Espero que tenham gostado das minhas produções e aguardo comentários e sugestões de uso de ferramentas que facilitariam o processo ou que daria um efeito melhor do que eu consegui.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Software Livre

info.abril.com.brSoftware Livre, software de código aberto ou software aberto é qualquer programa de computador cujo código-fonte deve ser disponibilizado para permitir o uso, a cópia, o estudo e a redistribuição. O conceito de livre ou aberto se opõe ao conceito de software restritivo (software proprietário), mas não ao software que é vendido com intenção de lucro (software comercial). Ao distribuir o software livre, o detentor dos direitos deve escolher uma licença de software livre que normalmente é anexada ao código-fonte. Esta licença informará quais os direitos que o autor estará transferindo e quais as condições que serão aplicadas (ver mais).

A própria wikipédia de onde o parágrafo anterior foi extraído é um exermplo de software livre pois permite que o usuário realize alterações e o trabalho é coletivo, participativo e cooperativo o que viabiliza seu crescimento e maior qualidade (ver termos e condições de uso).
sleducacional.orgO processo de desqualificação do software livre, promovido pelos produtores de software proprietário e a ignorancia do consumidor quanto às intenções do mercado por traz dessas ações, são os principais motivos de  submissão, travamento da real inclusão digital e impedimento ao acesso ao conhecimento, uma vez que o código fonte de construção do software proprietário não é acessível e portanto nos priva do conhecimento de produção e nos torna eternos consumidores.

http://code.google.com/p/tmw-maker/wiki/GNU_GPL_v3O mesmo processo se estende aos desenvolvedores independentes, os hackers, que fomentam a ideologia do software livre e  a quem se atribui os crimes praticados na internet pelos crackers, como roubo de senha e invasão de sistema. Isso com a intenção de promover a manutenção do domínio marginalizando o movimento de desenvolvedores, que inclusive utiliza como ícone a imagem animais que vivem livres na natureza, como esses que ilustrei este post.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Cibercultura e a nova relação com o saber.

A dinâmica do mundo contemporâneo tem levado as pessoas a, em algum momento de suas vidas, ter que acessar o ciberespaço. Pois a gama de serviços que se encontram disponíveis na web (comunicação por vídeo conferência, busca de informações através de sites de notícias e blogs , Declaração de Imposto de Renda, visualização do extrato da conta bancária, impressão de segunda via de contas ou pagamento online, informações sobre situação de veículo, inscrição em concursos e cadastro nos mais variados serviços - como o mais recente que foi disponibilizado pelo Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA), que oferece um pré-cadastro aos noivos para obtenção da habilitação para casamento (ver matéria).

A cibercultura surge não pela utilização cada vez mais frequente nem pelo uso por si só, mas pela presença no cotidiano das pessoas que alteram significativamente os seus hábitos e estabelece novos paradigmas, inclusive na educação.

Em construção...

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Inteligência coletiva


Quando Pierre Lévy afirma que dependendo do modelo que se adote “a inteligência coletiva é mais um campo de problema do que uma solução”, me pus a refletir quanto a construção do conhecimento coletivo que se fecha numa colmeia, tal qual o autor comparou,  pois restringindo a informação ao grupo a possibilidade de colaboração de fontes externas também estará sendo interrompida. Nesse caso não há avanço, a rede se torna estática e o fluxo de trocas é limitado, impedindo que outras influências agreguem conhecimento ao que já foi produzido. 
Os portais web são exemplos de construções restritas que apenas veinculam sua própria informação, diferente dos sites que dão acesso a outros ambientes, que complementam a informação ou possibilitam o acesso a outro pensamento.
Um outro exemplo são os países com restrição de comunicação que não permitem que a troca de informação com outros seja livre e isto faz com que a própria configuração social estagne, uma vez que desconhecendo os problemas sociais de outros e a forma como  foram superados esses problemas, ou o que tem sido feito para superá-los, faz com que a dominação persista por muito mais tempo.
 

domingo, 15 de abril de 2012

Web 1.0, 2.0, 3.0. . .

Em 1999 Darcy DiNucci publica na Print Magazine um artigo introduzindo o termo web 2.0, que anuncia que várias mudanças na web a estava tornando mais interativa, mais interconectada e mais presente no cotidiano das pessoas (fonte). Mas o mérito de desenvolvimento do conceito fica para Tim O' Reilly fundador da O'Reilly Media, Inc. e Dale Dougherty vice-presidente, que numa conferência em 2005 desenvolve o conceito web 2.0, que para alguns é uma natural evolução da web que atende à necessidade das pessoas de interagir com o conteúdo, passando de meros receptores de informações a autores, produtores de informação, diferente do que acontecia com a TV (ver mais).
Nessa fase o foco da evolução da rede é o usuário, este passa a poder contribuir, colaborar e cooperar no seu uso e com sua experiência na construção de sites, programas e na difusão de informação. Isto remete ao conceito de inteligência coletiva, pois a partir de informações de uso e demandas dos interagentes, cada vez mais são construídos aplicativos web que permitem o uso da internet como plataforma de processamento e distribuição de arquivos, participação e interação dos usuários com o conteúdo e entre eles próprios, o que antes só era possível através de e-mail. Exemplos de aplicativos mais conhecidos: blogs, youtube, wikipedia e Picnik (editor de imagens online, extinto recentemente).
A partir da publicação de um artigo do jornalista John Markoff no The New York Times, que prevê que no próximo passo da evolução da rede o foco será a organização, estruturação e uso inteligente dos conhecimentos difundidos. Passou a ser considerado que o interagente web, experimentará uma personalização na sua busca de dados numa “rede semântica”, conceito postulado por Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, que conhecemos pela sigla www e que não patenteou a web, que ele acredita só ter se tornado o fenômeno de hoje justamente por não ser um software proprietário. A expectativa é de que, com a Web 3.0, a busca será mais precisa e direcionada pois a rede realizará a pesquisa a partir da análise das informações dos hábitos de acesso, gostos e preferências do usuário, interpretando o sentido do que ele deseja encontrar, ou melhor dizendo, do que ele literalmente pergunta à rede. Os usuários serão interpretados pela rede.
Mas, muitos pensadores questionam o frenezi que cerca a nomenclatura Web 2.0, afirmam que não passa de marketing, a que chamam de buzzword (alarido em torno de uma nova palavra surgida a partir da necessidade de explicar a internet),  pois entendem que as suas funcionalidades são naturais evoluções da rede, que cada vez mais indepedem das grande corporações para serem promovidas, uma vez que são criadas a partir das necessidades e da experiência dos usuários. Alguns também afirmam que a validade dessas funcionalidades não se perderiam se tais nomenclaturas não fossem criadas e que para a grande maioria que ainda não possuem acesso à rede mundial, excluídos digitais, essas fases evolutivas não serão sequer percebidas, portanto não se fazem necessárias. (Ver mais).
Numa breve reflexão sobre a pouca evolução da web que pude vivenciar, já que não tive muito acesso a rede mundial quando ela era utilizada mais como fornecedora de informação, confirmo que a possibilidade de interação foi sem dúvida o divisor de águas na minha experiência de usuária. Pois, apesar dos recursos de comunicação, informação e entretenimento me atraírem bastante, a experimentação autora e interativa foram bem mais significativas e sedutoras. Mas, essa percepção foi “passando batida” até então, provavelmente pelo meu pouco acesso inicial, o que não me permitia requerer mais do que era oferecido, mas agora no meu uso diário tenho visualizado melhor certas mudanças e me tornando mais uma fomentadora de novas funcionalidades. Tenho utilizado há algum tempo um recurso de "experiência de usuário", que aparece quando inicio alguns programas e ele pede permissão para acessar meus dados de uso com a intenção de melhorar as próximas versões do programa ou realizar correções nas atualizações, o que pode ser mais bem experimentado pelos usuários avançados de aplicativos  com licença livre, pois eles podem modificar e aperfeiçoar esses programas. Quanto à próxima fase notei que, como faço constantes pesquisas de sites de Educação, passei a receber e-mails com ofertas de produtos relacionados a Educação, os incômodos spams, uma mostra do que será uma experiência de navegação cada vez mais personalizada e direcionada à necessidade do usuário, que a partir de uma web database reduzirá o tempo e o número de pesquisas, tornando-se uma experiência mais eficiente. Esta é de fato uma necessidade que tenho quando realizo buscas, pois recebo uma relação de sites que atendem aos diversos sentidos dos termos pesquisados e dificultam a localização da informação pretendida e que um refinamento da pesquisa ajudaria muito a contornar. No entanto, nisso também se perde alguma privacidade e a possibilidade de se deparar com algo inusitado para o gosto do usuário, mas que ainda assim lhe agrade.
 

Fontes:

Alessandro Greco. ... e ele criou a web. Disponível em: http://veja.abril.com.br/especiais/tecnologia_2006/p_040.html. Acesso em: 19/04/2012.

Carlos Alberto. Web 3.0 ou Web semântica? Disponível em: http://www.hosanarte.com/web-3-0-ou-web-semantica. Acesso em: 15/04/2012.

Conceituando o que é Web 2.0. Disponível em:http://web2.0br.com.br/conceito-web20/. Acesso: 15/04/2012.

Danilo Amoroso. O que é Web 2.0? Disponível em:http://www.tecmundo.com.br/web/183-o-que-e-web-2-0-.htm. Acesso em: 15/04/2012.

Gustavo Freitas. O que é Web 2.0? Vamos descobrir agora! Disponível em:http://www.novonarede.com.br/blog/index.php/2010/03/o-que-web-2-0-vamos-descobrir-agora/. Acesso: 15/04/2012.

José Carlos Mota. Da Web 2.0 ao e-learning 2.0: Aprender na rede. Disponível em:http://orfeu.org/weblearning20/1_1_genese_do_conceito. Acesso: 15/04/2012.

Miguel Monteiro. O que é uma buzzword? Disponível em: http://www.janelanaweb.com/digitais/monteiro9.html. 15/04/2012.

Spam. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Spammer. Acesso em: 15/04/2012.

Web 2.0 entrevista de Eduardo Favaretto. Disponível em:http://www.youtube.com/watch?v=JgaKFYgAbfs&feature=youtube_gdata_player. Acesso: 15/04/2012.


Alguns conceitos.

A disciplina vai evoluindo e a cada aula vão surgindo novas descobertas e também vão se desfazendo usos e costumes equivocados sobre as tecnologias contemporâneas.

 Estamos aprendendo e discutindo diversos conceitos sobre software, hardware e outros ligados à tecnologia. Para minha surpresa há mais de um SO (Sistema Operacional) Linux, aliás GNU Linux, que possui diferentes versões além do Ubuntu. Aliás, pesquisando descobri que além deste, do Windows e do Mac que eu já conhecia, também há outros menos conhecidos (OS/2, ReactOS, FreeDOS e FreeBSD), que são Sistemas Operacionais livres como o GNU Linux e que por questões de mercado são pouco divulgados, o que acaba limitando o nosso conhecimento a fim de fazer prevalecer a marca do produto, sua estética e não a sua funcionalidade, como acontece no caso dos editores de texto e imagem, onde a difusão de determinadas marcas faz com que sejam cada vez mais consumidos, mais caros e se tornem referências, não pela qualidade que oferecem o que não está de fato associado ao seu preço e design, mas pela força da propaganda que afetam as escolhas quando se ignora as intencionalidades do mercado.

Também refletimos sobre a evolução dos dispositivos de armazenamento que do disquete chegou ao CD, DVD, HD interno e externo (disco rígido), pen-drive, cartão SD, web e outros (relação não cronológica).

segunda-feira, 26 de março de 2012

ECAD cobra taxa de blogs e sites que usam música e vídeos.

Buscando saber mais sobre blogs encontrei a matéria, clique aqui para ler, que alerta que o ECAD cobrará direitos autorais de blogs que usam música e vídeo, confirmaei a veracidade em outras fontes, e achei importante compartilhar já que  somos na maioria iniciantes.
Fuçando o ambiente moodle da disciplina me interessou esse vídeo em que o compositor e ex ministro da Cultura Gilberto Gil, aborda a democratização  na distribuição das produções artísitcas e critica  a detenção das grandes produtoras desses direitos.
Oportunamente, trarei meu posicionamento que, adianto, é favorável aos direitos autorais, mas que ressalva que é preciso democratizar o acesso à produção artística.

Nota pública do ECAD (fonte: G1)

Blogs: contruindo o conhecimento livre

A construção do conhecimento em blog, discutido na última aula a partir da leitura do texto "Reflexão entre professores em blogs: passos para novas educações",  é uma excelente resposta à dinâmica do mundo atual, uma vez que  nesse ambiente  pessoas e grupos de todo o mundo podem se unir em torno de temas de interesse em comum e compartilhando ideias e informações trabalharem em conjunto buscando novas direções e rumos, mas convergindo num mesmo propósito, podendo retroceder ou avançar num determinado embate, mas dificilmente estagnar devido à essa difusão em rede mundial que favorece que outros prolonguem  a discussão ou ressignifiquem o conhecimento compartilhado, num processo, consciente de que esse feedback objetiva um bem comum.

Esse trabalho em grupo que o blog possibilita, facilitado pelas ferramentas de comentário e edição, permite que as discussões sobre o objeto de estudo aconteçam num tempo menor em relação à publicação de um livro impresso, portunizando ao autor reavaliar, modificar ou consolidar seu pensamento, pois a partir dessa reflexão ele poderá rever seu texto e seus equívocos ou  melhorar sua informação para se fazer entender de acordo com sua intenção. Esse texto estará em constante crescimento e será enriquecido, fomentado pela discussão e avaliação de outros que o estenderão com o incremento de suas observações, questionamentos, críticas e aceitação, tornando o trabalho do pesquisador solidário e não mais solitário como antes.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Educar: Função da Imagem.

A educação é talvez uma função da imagem pouco perceptível ou consciente, no entanto é também a mais abrangente.

A leitura imagética viabiliza um aprendizado lúdico, sensível, contextualizado, crítico e autônomo, pois ao analisar uma imagem  todas essas percepções  são ativadas simultaneamente ou em complemento uma a outra.  "Ilustrando": Quem nunca se pôs a refletir sobre o mundo a partir da leitura das charges de Mafalda do cartunista Quino? Que não se interessou um pouco mais por uma notícia por conter  fotografias, infográficos ou vídeos? Ou não buscou uma imagem ilustrativa para compreender melhor uma descrição?

Mas além de aguçar a curiosidade do homem, hoje que nos deparamos com as imagens digitais, que são mais acessíveis por serem mais facilmente captadas por aparelhos celulares e cameras digitais e também facilmente modificáveis por ferramentas de edição, temos a possibilidade de maior autonomia na produção de nossas realidades e assim se estabelece a autoria como um dos mais importantes paradigmas da imagem.